O que é o feminismo e por que se difundiu tanto?

A definição direta do o que é feminismo têm sido um tema cada vez mais abordado tanto em instituições quanto no dia a dia. Se você conhece pouco sobre o assunto, veja neste artigo o que é feminismo e quais temas esse movimento aborda em seus debates.

O que é o feminismo?

Para entender o que é feminismo é preciso considerar que se trata de um movimento filosófico, político e social que defende e aborda a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

A ideia inicial sobre o que é feminismo nasceu na Europa no meio do século XIX, como uma resposta e vertente dos ideais sugeridos pela Revolução Francesa, que possuía como lema a “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”.

Com o tanto de mudanças que estavam acontecendo naquele momento histórico, as mulheres desejavam estar inclusas em cada uma dessas revoluções sociais. Tudo isso com o intuito de se sentirem realmente cidadãs numa sociedade regida historicamente pelo patriarcado.

Porém, a popularização do feminismo só ganhou força ocidental nas primeiras décadas do século XX, que começou questionando pontos como o poder social, econômico e político que era monopolizado pelos homens. Apesar de tudo isso, o feminismo ganhou vertentes e fama desconectadas como o que é, de fato, o feminismo.

De forma mais básica, a pergunta “o que é feminismo pode respondida como um movimento que luta pela ideia de igualdade entre os gêneros.

Por que o feminismo se difundiu tanto?

A principal responsável por impulsionar a ideia de o que é feminismo foi Simone de Beauvoir, em 1960 com o seu livro intitulado “O Segundo Sexo”. Simone era uma autora francesa que desconstruiu a ideia de hierarquização dos sexos como um fator biológico, fornecendo a mensagem de que era um fruto de uma construção social.

A partir dessa época começou a se disseminar o que intitulado como Feminismo Radical, uma das primeiras ramificações dos ideais feministas que procuravam acabar com o machismo com uma revolução forte e profunda.

As que foram chamadas de feministas radicais acreditavam nas mudanças na legislação do país, formando novas leis de proteção ao gênero feminino.

Como o feminismo se difundiu no Brasil?

No Brasil, o movimento feminista começou a tomar corpo e conquistar espaço no começo do século XX, principalmente entre 1930 e 1940. Naquela época a estrutura social e familiar dos brasileiros era constituída sobre a figura do homem como dono da família.

Ou seja, era baseado no que se intitula o regime patriarcal. O feminismo no Brasil nasceu, da mesma forma como nos outros lugares do mundo, como uma forma de implantar a mulher brasileira em outros lugares da sociedade, fornecendo espaço e oportunidade para a expressão de suas necessidades.

Um dos maiores momentos do movimento feminista brasileiro foi a absorção do direito à votar nas eleições, que aconteceram no anos de 1932 com o decreto 21.076 do Código Eleitoral Provisório, acontecido durante o governo de Getúlio Vargas.

Porém, as mulheres que tinham permissão para votar eram as casadas que possuíam autorização do marido.  Assim, mulheres solteiras ou viúvas não tinham acesso à tal direito.

Quais são alguns dos ícones do feminismo no Brasil?

Para entender melhor o que é feminismo, é importante conhecer alguns dos principais símbolos do movimento aqui no Brasil. Fazem parte da relação escritoras, políticas, professoras, e até simples trabalhadoras capazes de fornecer importantes mudanças que iriam mudas a vida das mulheres atualmente.

Entre os grandes nomes estão:

  1. Nísia Floresta
  2. Bertha Lutz
  3. Mietta Santiago
  4. Celina Guimarães Viana

A relação mostra, apenas, as mais populares do movimento feminista no Brasil. Portanto, para entender o que é feminismo é indicado que você conheça o que cada uma ofereceu para a história.

5 personalidades do feminismo que gostavam de cerveja

Reconhecer as personalidades do feminismo é essencial para entender, definitivamente, sobre o que se trata o movimento e qual a força que ele tem na história em geral.

Veja algumas das personalidades do feminismo que, além de construírem e contribuírem muito para a história, gostavam de cerveja e eram levemente reconhecidas por isso.

5 personalidades do feminismo que gostavam de cerveja.

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  1. Frida Khalo:

Além de gostar de cerveja, essas personalidades do feminismo também era amante deTequila, sendo inclusive, a sua bebida preferida. Frida costumava consumir doses industriais de acordo com as fontes. Dessa forma era uma grande consumidora das duas bebidas e não escondia isso.

“Eu bebo para afogar minhas mágoas, mas as malditas aprenderam a nadar” – Frida Kahlo (1907-1954). Como se pode ver, a personalidade deixou claro o seu fascínio pelas bebidas.

  1. Nísia Floresta:

Amante de cerveja, Nísia Floresta inspirou a criação de uma cerveja feminista, que pretende abrir uma discussão sobre o empoderamento feminino. Se tornando, assim, uma das personalidades do feminismo conhecidas por gostar de cerveja.

  1. Fernanda Montenegro:

Fernanda Montenegro é um símbolo atual importante para a causa, mais por suas declarações do que por se considerar uma feminista ou algo assim. Considerada como a maior dama do cinema nacional é um grande nome do cinema nacional e da Televisão brasileira.

  1. Hebe Camargo:

Apesar de que na época de grande sucesso da Hebe Camargo não era tão discutido abertamente o tema feminismo, ela se tornou um ícone importante para o movimento no Brasil. Além disso é reconhecida pelo seu amor por uma cerveja.

  1. Leila Diniz:

Em meio a ditadura militar, Leia foi uma famosa defensora do amor livre e, também, do feminismo. Todos reconheciam suas atitudes empoderadas e por consumir cerveja.

Campanha publicitária e a ideia da cerveja feminista.

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Existem toda uma história relacionada às personalidades do feminismo e a publicidade ao longo dos anos. Porém, se pode citar um caso mais recente. Alguns dias antes do Carnaval, uma marca de cerveja disponibilizou uma propaganda onde sugeria que as mulheres deviam deixar o “não” em casa.

De acordo com a propaganda isso iria facilitar algumas coisas para os homens no feriado em questão. Porém é usado o termo “Verão” para mulheres consideradas bonitas e gentis a ponto de servir homens que praticam piadas com a própria.

Se pode considerar que não é de hoje que as propagandas de cerveja brasileira continuam com a mesma fórmula de fazer campanhas. Ou seja, usando o corpo feminino, o que se considera como objetificação da mulher.

Afim de questionar isso, foi criado uma Cerveja Feminista. Esta possui a proposta de fomentar uma discussão sobre o machismo na publicidade. Essa ação tem demonstrado algumas das personalidades do feminismo atuais no Brasil.

O problema real das propagandas de cervejas.

As propagandas de cerveja possuem um formato no geral, muito comum. Temos como exemplo duas empresas como as que mais causam polêmicas e que fazem com que as personalidades do feminismo atualmente abram um verdadeiro debate. São elas:

  • Itaipava: A cada campanha da empresa muitas pessoas abrem reclamações contra. Isso acontece por conta da apelação sexual e apelativa em que a mulher é colocada. Muitas vezes se refere à mulher de forma desrespeitosa.

Esse discurso, segundo o movimento feminista, ajuda a construir toda uma relação da imagem da mulher como ao que é apresentado na forma de uma fantasia masculina. Outra questão é que, se a mulher também é consumidora da bebida, por qual motivo a propaganda procura “agradar” apenas os homens?

  • Conti Bier: O comercial “sonho” da marcar sugere que o sonho das pessoas que gostam de cerveja seja um ambiente repleto de mulheres segurando uma cerveja gelada.

Isso abriu um extenso debate pois se as mulheres também consomem, elas não sonham, necessariamente, que a bebida seja fornecida por mulheres bonitas e sensuais. Isso, novamente, aborda a imagem da mulher de uma única maneira.

Por isso, é importante reconhecer que algumas personalidades do feminismo também gostavam ou gostam da bebida.